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Tratamento da Esclerose Multipla com Imunomoduladores

Dr Guilherme Olival, médico neurologista especialista em esclerose múltipla escreve sobre “Preditores clínicos de resposta aos imunomoduladores em esclerose múltipla”.

RESUMO

Objetivos: Avaliar por meio de critérios clínicos, a proporção de pacientes com esclerose múltipla (EM) responsivos aos imunomoduladores (RI) e não responsivos aos imunomoduladores (NRI) e avaliar se dados clínicos e epidemiológicos são distintos nesses dois grupos. Métodos: Os pacientes foram avaliados quanto à taxa de surtos por ano no período antes e após o início do tratamento. Diversas características clínicas e epidemiológicas foram comparadas entre os pacientes RI e NRI. Discussão e conclusão: Em nossa população, 31,4% dos pa- cientes não responderam ao tratamento com os imunomoduladores. Os principais preditores de resposta aos imunomoduladores foram: diagnóstico e início precoce da terapia e elevada taxa de surtos anual antes do tratamento. Como existem várias opções medicamentosas disponíveis para o tratamento da EM, a identificação de candidatos potenciais para abordagens terapêuticas diferentes representa o ponto crucial para otimizar a evolução dos pacientes com essa doença.

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Palavras-Chave: esclerose múltipla, imunomoduladores, preditores.

Multiple sclerosis (MS) is an autoimmune disease characterized by demyelinating inflammatory activity of the central nervous system. It is most prevalent in young adults between 20 and 40 years of age and constitutes a frequent cause of neurological dysfunction in this age group1.

Immunomodulatory therapy had been proven to be effec- tive in modifying the natural course of the disease in patients with MS. Interferon beta (IFNb) and glatiramer acetate (GA) comprise the first line of therapy for MS and have seemed to reduce the rate of demyelination exacerbations compared to placebo in clinical trials2-5. However, not all patients are re- sponsive to this treatment6.

The absence of biomarkers and the unpredictability of MS evolution leads to difficulty in distinguishing between response to therapy and disease activity7, requiring the use of clinical and imagiologic criteria to define the efficacy of therapies.

The presence of differences in clinical and epidemiological characteristics between responders (RI) and nonresponders (NRI) to immunomodulators has yet to be determined. The investigation of these clinical and epidemiologic characteris- tics is of primary importance, since the definition of clinical predictors of response to immunomodulators will allow the early identification of patients that should switch therapies.

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Esclerose Múltipla : causas, sintomas e tratamento

Esclerose Múltipla : causas, sintomas e tratamento

Dr Guilherme Olival, médico neurologista especialista em Esclerose Múltipla, escreve sobre as causas, sintomas e tratamento da Esclerose Múltipla.

O que é Esclerose Múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença neurológica auto-imune desmielinizante. Muitas pessoas associam o termo “esclerosado” com a perda de memória associada ao envelhecimento. Isso não tem relação nenhuma com a esclerose múltipla.

As doenças auto-imunes são as doenças nas quais o nosso sistema imune ataca alguma parte do nosso próprio corpo. Na esclerose múltipla o nosso organismo destrói o sistema nervoso e pode gerar uma série de sintomas. Os sintomas da doença são os mais diversos, os mais comuns são perda de visão, formigamentos ou perda da sensibilidade de uma região do corpo, diminuição de força de um ou mais membros e desequilíbrio.

Por conta da variedade de sintomas e de se tratar de uma doença relativamente rara o diagnóstico da doença é muito difícil. A esclerose múltipla é até hoje uma das doenças que apresenta maior erro de diagnóstico tanto por diagnósticos precipitados quanto por falta de diagnóstico. Alguns estudos mostram taxas acima de 50% de erro diagnóstico.

A esclerose múltipla acomete principalmente jovens e é mais comum em mulheres do que em homens. Além disso a esclerose múltipla é mais comum em descendentes de europeus, especialmente nórdicos, e incomum em afro-descendentes.

Para marcar uma consulta com Dr Guilherme Olival, ligue para (11) 3285-5726